SSEX BBOX

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Criado em 2011, o [SSEX BBOX]  é um movimento que atua na área da justiça social e procura dar visibilidade ao debate em relação às questões de gênero e sexualidade em várias partes do mundo. Com o objetivo de expandir a consciência, desmantelar a vergonha, reduzir o isolamento e a ignorância, facilitar a educação e a conscientização, estimular a criação de comunidades e questionar antigos conhecimentos sobre a sexualidade, o grupo iniciou suas atividades com um conjunto de web-documentários. A sua primeira série online explora a sexualidade com o intuito de promover uma mudança social baseada nos princípios dos Direitos Humanos. Irreverente tanto em relação ao formato quanto ao conteúdo, a ‘serie tem como tema principal a diversidade sexual e o sex positive (positividade em relação ao sexo), e promove ações nas cidades de São Paulo, São Francisco (EUA), Berlim (Alemanha) e Barcelona (Espanha). Os vídeos tiveram mais de 2 milhões de visualizações em 143 países.

★ ASSISTA AQUI O VIDEO CLIP DA 2ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL [SSEX BBOX] & MIX BRASIL ★

A 2ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil transformou o Centro Cultural São Paulo em um espaço onde muitas pessoas se sentiram compreendidas em pontos importantes de sua luta, além de promover a reflexão sobre novas estratégias de enfrentamento à homofobia e à transfobia.

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▼Assista ao breve resumo em vídeo da Primeira Conferência

 

Muito tem se discutido sobre a necessidade de um pronome em português que nao tenha gênero.
Ou melhor, que seja bom pros dois gêneros.
Ou melhor, que seja sem gênero, pra não ter que separar as pessoas por essa classificação.
Nossa língua não previu a mudança de paradigma que está acontecendo no nosso tempo.
Nossa língua não é flexivel o suficiente pra designar alguem que nao se sente nem homem, nem mulher.
Ou melhor, pra designar alguém que se sente ora um, ora outra.
Ou melhor, pra designar quem não se conforma com as normas de gênero.
Ou melhor, pra falar de quem vive seu gênero de uma forma que é fora da caixa.

ile-dile
A discussão de gênero e de sexualidade causa muito desconforto em vários círculos.
Há quem não se sinta representado pelas formas normalizantes de expressão: ele ou ela (como se so houvesse 2 possibilidades).
Há quem fique desconfortável por perceber que tem gente querendo ser algo que não estava previsto na ‘norma’.
Essa divisão em 2, esse binarismo, deixa de fora uma enorme variedade de possibilidades, que não são nem uma coisa, nem outra.
E quem está nesse grupo, do nem uma coisa nem outra, continua sendo gente, continua tendo direito de ser como é.
Essa nova palavra, o ‘ile’, é uma tentativa de questionar a ‘norma’, a hetero-norma, aquele conceito que diz que ‘o certo é homem macho e mulher fêmea’.
Pode parecer estranho, já que o resto das palavras na língua portuguesa são femininas ou masculinas.
Fazer a concordância com ile pode ser difícil.
Ile é diretor ou diretora?
Ile é branco ou branca?
Não sei.
Cabe a cada ile nos dizer como se sente, como se reconhece.
O próprio estranhamento que esta palavra causa nos ouvidos das pessoas já é parte da mudança.
Nos força a ter que lidar, lembrar e reconhecer que nossos padrões não são estáticos.
Que a vida não é estática, assim como nossa língua, que aceita os neologismos para poder retratar novas realidades.

Ile é um convite. Convida a diferença a coabitar. Convida nossa consciência a se expandir. Convida a suspender o pré-conceito.
Aceita o convite?

broche-ile-dile

Ile

É uma realidade concreta
que deve ser reconhecida
verbalizar também é uma forma de existir
damos nome ao “novo” para que
ile tenha um lugar legítimo em nossa realidade

ile carrega a ultrapassagem do binário
não é neutro, é político
não é fechado, é expansiiiivo
ile vibra o som sutil que equilbra
nem A nem O, um som forte fluido
ile traz uma estranheza
que questiona os conceitos definidos
que muitas vezes não definem

muitos encontraram formas de escrever
elx, el@
é tão difícil falar!
(e o ile agora vai solucionar)

ile abre um caminho vocal
pra que o pensamento compreenda mais nuances
para que a inclusão não seja só nos bastidores
para que o discurso possa ser ouvido por tod-s
para que a realidade se transforme
e que ela se remolde pra abarcar
todas as possibilidades do humano