SSEX BBOX

SSEX BBOX

[SSEX BBOX] é um projeto de justiça social, lançado em 2011, que procura dar visibilidade às questões de gênero e sexualidade em São Paulo, São Francisco, Berlim e Barcelona, cujo objetivo é fornecer instrumentos para a expansão da consciência, reduzir o isolamento, facilitar a educação, estimular a criação de comunidades e questionar antigos conhecimentos sobre a sexualidade e gênero, focado na temática / população LGBTQIA+.

Um dos projetos do [SSEX BBOX] é o DIVERSITY BBOX, uma iniciativa voltada para a inclusão social e a promoção da diversidade LGBTQIA+ e igualdade de gênero nas empresas e instituições, por meio de ações de educação e comunicação estrategicamente combinadas para possibilitar mudanças corporativas em prol de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

ESTA FOI A PROPOSTA DE OFICINA DE RUNWAY EM CONFERÊNCIA SOBRE DIVERSIDADE

 

COMO A DANÇA PODE SER UMA FERRAMENTA PARA O DEBATE SOBRE GÊNERO, RAÇA/ETNIA E CLASSE?

Oficina de Runway com Twiggy Pucci Garçon na 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] – Foto: Dani Villar

Entre os dias 25 e 26 de Novembro de 2017 a Red Bull Amaphiko apresentou a oficina com Twiggy Pucci Garçon, do documentário “KIKI” , como parte da programação da 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] e Mix Brasil

Esta é a pergunta disparadora da oficina ministrada por Twiggy Pucci Garçon, que se propõe a trabalhar a interseccionalidade na prática. Durante a oficina, foi apresentada a história do Vogue e da cultura Ballroom, um estilo de dança que surgiu antes mesmo de os bailarinos da turnê Blond Ambition Tour”, de Madonna, se tornarem conhecidos com seus passos cheios de personalidade. Os participantes da oficina trabalharam com técnicas de Runway, um dos estilos da cultura Ballroom.  A oficina aconteceu no dia 25/11/17, com duração de 5h, durante a 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] e foi totalmente gratuita.

Oficina de Runway com Twiggy Pucci Garçon na 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] – Foto: Dani Villar

VOGUE

Vogue, ou vouguing, é uma dança popularizada nos anos 1980, e surgiu graças às festas Ballroomns ou Balls e clubes LGBTQ+ dos Estados Unidos. Os movimentos corporais dos dançarinos e das dançarinas são marcadas por linhas e poses, como em uma frenética sessão de fotos. Para além da dança, o gênero Vogue tornou-se uma referência cultural não só da comunidade LGBTQ+, mas em especial dos grupos de pessoas não brancas nos Estados Unidos, por este motivo ela trabalha diretamente com as questões de gênero, raça e classe.

Vogue – foto internet

BALLROOM

A cultura da Ballroom, the house system ou o sistema da casa, é o nome dado para comunidade Ballroom , do salão de baile, e descrevem uma subcultura LGBT subterrânea nos Estados Unidos em que as pessoas walk, “caminham” (ou seja, competem) para troféus e prêmios em eventos conhecidos como Balls. Alguns que participam de um Walk também dançam vogue; outros competem em gêneros como Drag, face, ou RunWay , tudo isso interseccionalmente  com gênero, raça ou etnia e classe social. A maioria dos participantes em cultura de Balls pertence a grupos conhecidos como Houses.

Ballroom – foto internet

Twiggy Pucci Garçon

Twiggy é gerente de programa e Ballroom Gatekeeper, modelo, performer, educadora  e coordenadora de Eventos Especiais. Twiggy é uma artista de Ballroom Runway, baseada em Nova York, o Príncipe da gerente de programa da “Forty to None Project at the True Colors Fund”. Twiggy estudou no Fashion Institute of Technology. Ela é a fundadora da maior casa internacional da cena Kiki/Voguing, a Opulent Haus da PUCCI, cuja principal função é promover o desempenho de ballroom performance. Ela atualmente co-escreveu um longa documentário, juntamente com a colaboradora do filme e a diretora Sara Jordeno, que pinta um retrato íntimo dos prós e contras da cena do baile de Kiki em Nova York.

Twiggy Pucci Garcon- Foto: Dani Villar


CONHEÇA
 O TRABALHO DE FÉLIX PIMENTA DA CENA BALL DE SÃO PAULO 

Félix Pimenta

O [SSEX BBOX]

O projeto [SSEX BBOX] busca oferecer perspectivas plurais sobre sexualidade e gênero a partir do relato das experiências de pensadores, educadores, ativistas, artistas e outras pessoas que vivem, aprendem e amam foram das normas sociais.

Iniciativas como do [SSEX BBOX] são por importantes por visibilizar violências estruturais e motivadas por identidade de gênero e/ou orientação afetivo-sexual. Por exemplo, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais, de acordo com a ONG Transgender Europe. No início deste ano, a Chechênia criou campos de concentração para LGBTQ. A Honduras persegue e mata militantes da causa. A homossexualidade ainda é crime em 73 países, às vezes punido com morte.

Entre os dias 15 e 26 de novembro, o [SSEX BBOX] armou a maior conferencia LGBTQIA+ da América Latina. A 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil, durante o Festival de Diversidade Mix Brasil, em São Paulo. Serão diversas mesas, debates, cursos e palestras voltadas para as questões de gênero, sexualidade e diversidade.

Priscilla Bertucci, fundador do [SSEX BBOX], foi um dos 15 selecionados para participar da Red Bull Amaphiko de 2017, programa que apoia e oferece mentoria, formações e conexões a projetos de empreendedores sociais que estão mudando a realidade de suas cidades e comunidades.

Red Bull Amaphiko

A Red Bull Amaphiko (amaphiko.redbull.com) é uma plataforma colaborativa para empreendedores sociais que buscam mudar o seu lugar de vida. Ainda dentro da Red Bull Amaphiko, há a Red Bull

Amaphiko Academy que conecta e impulsiona inovadores sociais que estão impactando positivamente seus territórios. É um espaço de inspiração, colaboração e troca de conhecimento, para se conectar com inovadores, pessoas disruptivas e empreendedores sociais de referência do Brasil e do mundo.