SSEX BBOX

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[SSEX BBOX] é um projeto de justiça social, lançado em 2011, que procura dar visibilidade às questões de gênero e sexualidade em São Paulo, São Francisco, Berlim e Barcelona, cujo objetivo é fornecer instrumentos para a expansão da consciência, reduzir o isolamento, facilitar a educação, estimular a criação de comunidades e questionar antigos conhecimentos sobre a sexualidade e gênero, focado na temática / população LGBTQIA+.

BANDEIRAS

A bandeira é definida como símbolo visual representativo de um povo.

Aqui no [SSEX BBOX] costumamos dizer que o que não tem nome não existe, por isso a importância de representarmos cada vez mais pessoas através da nossa sigla. E bem como o reconhecimento de nossa existência, o reconhecimento de nossas bandeiras nos traz orgulho e representatividade.

Conheça então algumas bandeiras e sua história:

LGBTQIAP+

Acrônimo utilizado para se referir às pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, transexuais, travestis, queers, questionando os, intersexuais, assexuais, polissexuais, poliamorosas e outras sexualidades e identidades de gênero ainda não incluídas. Em alguns casos, usa-se o A como “aliados”.

A bandeira do arco-íris é um símbolo do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgênero (LGBT) e movimentos sociais LGBT em uso desde a década de 1970.

O uso generalizado da bandeira arco-íris pelo movimento LGBT começa nos anos 80. Sendo hoje reconhecida mundialmente como o símbolo das minorias sexuais. A sua versão mais atual tem seis barras horizontais, cada uma com uma cor diferente, de cima para baixo, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta.

Na década de 1970, em São Francisco, Califórnia, o movimento homossexual florescia, e os militantes queriam um símbolo que fosse mais entusiasta. Dessa forma, o artista Gilbert Baker, amigo de Harvey Milk (o primeiro político gay eleito nos Estados Unidos da América), tratou de providenciar um novo modelo. Baseado nos hippies, para os quais o arco-íris representava a paz, a estreia da bandeira ocorreu em 1978 na Parada do Orgulho LGBT de São Francisco.

 

BANDEIRA LÉSBICA

A bandeira Lésbica, com sete diferentes tons de rosa, branco e vermelho, é usada como bandeira oficial das lésbicas em quase todo mundo. Às vezes, apresenta a adição de uma marca de batom em um canto para celebrar a subcultura de “Lipstick Lesbian”, cujos membros se prendem a uma imagem “feminina” em vez de adotarem uma imagem de “butch”. Existem também uma outra versão da bandeira lésbica  com o *Triângulo preto* e o *Machado*.

O triângulo marcava na era nazi, as mulheres ditas “anti-sociais”, entre elas as mulheres homossexuais. Do mesmo modo, para os homens homossexuais os nazis usavam o triângulo rosa. Movimento Lésbico  onde os nazistas associaram a “mulheres indesejáveis” ou “anti-sociais” incluindo às lésbicas, um triângulo negro invertido. O Machado também era usado como ceptro pela deusa Deméter – Ártemis – deusa da Agricultura, e os rituais associados a deusa Deméter envolviam atos lésbicos. Uma teoria sugere que ele poderia ter sido utilizado originalmente na batalha das mulheres guerreiras citas. Atualmente é um símbolo lésbico, um dos mais conhecidos.

 

BANDEIRA BISSEXUAL

A bandeira do orgulho bissexual foi desenhada por Michael Page em 1998 para dar à comunidade bissexual o seu próprio símbolo comparável com a bandeira do orgulho gay da maior comunidade LGBT+. O seu objetivo era aumentar a visibilidade dos bissexuais, tanto entre a sociedade no conjunto como dentro da comunidade LGBT+.

A bandeira de Três cores (Rosa, roxo, Azul)  dar à comunidade bissexual o seu próprio símbolo.

A faixa magenta (cor de rosa) em cima da bandeira representa a atração sexual ao mesmo gênero (gay e lésbico); a faixa azul real no fundo da bandeira representa a atração afetiva sexual ao gênero oposto  (indivíduo heterossexual); as faixas ficam sobrepostas no centro em quinto lugar da bandeira para formar uma sombra profunda da lavanda(púrpura), que representa a atração sexual a ambos os gêneros (bissexuais).

Bissexualidade – é um termo guarda-chuva para definir a orientação afetivo-sexual em que a pessoa sente atração tanto por pessoas do mesmo  gênero quanto do gênero oposto. Inclui todos os termos que não sejam uma mono-sexualidade, tais como, queer, pansexual, heteroflexível, dentre outras. Trata-se de uma autodeterminação.

 

BANDEIRA TRANS

A bandeira do orgulho de Transgênero foi criada por uma mulher trans americana Monica Helms em 1999, e foi mostrada primeiramente em uma parada de orgulho em Phoenix, Arizona, Estados Unidos em 2000. A bandeira representa a comunidade TRANSGÊNERO e consiste em cinco faixas horizontais: duas azuis claras, duas rosas e uma branca no centro.

As listras na parte superior e inferior são azul claro, a cor tradicional usada pela sociedade para representar os “meninos”. As listras rosa, da cor tradicional para representar “meninas,” e a faixa branca é para pessoas que são não-binárias, ou que não querem se inseridos e com um gênero se sintam representadas.

O Brasil é o país que mais mata pessoas TRANS em todo o mundo! Em 2018 forma 163 pessoas TRANS assassinadas.

TRANSGÊNERO: Termo guarda-chuva usado para descrever pessoas que não se identificam com o gênero atribuído no nascimento, incluindo transexuais, travestis e todo espectro não-binário, como por exemplo: GÊNERO QUEER, FLUÍDO, NEUTRO, entre outros…

BINARISMO DE GÊNERO: Ideia de que só existe macho|fêmea, masculino|feminino, homem|mulher e é considerado limitante para as pessoas não-binárias.

IDENTIDADE DE GÊNERO: Gênero com o qual uma pessoa se reconhece, que pode ou não estar de acordo com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Trata-se da percepção íntima de como cada pessoa se auto-identifica.

 

BANDEIRA GÊNERO QUEER

A Bandeira de genderqueer, ou gênero queer em português, criada em 2011 por Marilyn Roxie, destaca a androginia com lavanda, as identidades de agênero [Agênero: Pessoa que não se identifica ou não se sente pertencente a nenhum gênero], com a cor branca e identidades não-binárias com a cor verde.

Não-binário de gênero [Termo guarda-chuva para identidades que não exclusivamente masculinas ou femininas] No Brasil equivalente ao genderqueer. Segundo o Centro de Pesquisa em Equidade de Gênero da Universidade da Califórnia, refere-se à “pessoa cuja identidade de gênero não é nem homem nem mulher, está entre os gêneros  ou além, ou é uma combinação de gêneros. Essa identidade é geralmente uma reação à construção social do gênero, aos estereótipos de gênero e ao sistema binário de gênero. Algumas pessoas não binárias se colocam sob o guarda-chuva dos transgêneros, enquanto outras não”. Algumas pessoas não-binárias podem se identificar como: gênero fluido, gênero neutro, bigênero, genderless.

 

BANDEIRA INTERSEXO

A bandeira do Intersex foi criada em julho de 2013 pela Intersex Human Rights Austrália (então conhecida como Organização Intersex International Austrália) para criar uma bandeira “que não é derivada, mas está firmemente fundamentada no significado”. A organização descreve o amarelo e o roxo como cores “hermafroditas”. [Intersexualidade: é o nome dado para as variações do desenvolvimento corporal ou “sexual” responsáveis por corpos que não podem ser encaixados na norma binária (mulher|homem, feminino|masculino, vagina|pênis). Essas variações podem se dar em uma ou mais de uma das seguintes categorias: cromossômica, fenotípica, genital e hormonal. São conhecidas até o momento, entre todas as combinações possíveis entre essas 4 categorias, *pelo menos 40 variações de corpos diversos*, e com características que tornam impossível que sejam ditos femininos ou masculinos.] Na bandeira o círculo é descrito como “ininterrupto e sem ornamentos, simbolizando inteireza e completude, e as potencialidades de pessoas intersex. As pessoas Intersex ainda estamos lutando por autonomia corporal e integridade genital, e isso simboliza o direito de ser quem e como querem ser. Pessoas intersex em muitos países sofrem mutilação genital ainda quando são bebês, como ainda é o caso do Brasil que pratica esse tipo de cirurgia, na maioria dos casos são cirurgias estéticas para encaixar o bebê ou criança na norma binária (mulher|homem, feminino|masculino, vagina|pênis).

A organização descreve-a como disponível gratuitamente “para uso por qualquer pessoa intersexual ou organização que deseje usá-la, em um contexto de comunidade de afirmação de direitos humanos”.
*Bônus Hit 1.*

Lembre-se, é pejorativo e pode ser bastante ofensivo chamar pessoas INTERSEX de “HERMAFRODITAS”.

 

BANDEIRA ASSEXUAL

Essa é a bandeira que consolidou-se como a mais abrangente e popular para representar as diversidades de orientações presentes na ASSEXUALIDADE.

Sua história é comprometida com a visibilidade das pessoas que foram estigmatizadas,  depreciadas e patologizadas, por não vivenciarem as relações de intimidade humana, *dentro da lógica de afirmação primária  a cerca da prática sexual.*

Como a sociedade foi condicionada a acreditar que só existe um tipo de libido, no caso a sexual, para os potenciais de obtenção de prazer e orgasmo, perde-se com isso uma gama muito vasta de conhecimentos acerca de outras formas de explorar outras capacidades  possíveis e integradas, para obtenção desse prazer.

A assexualidade vem contribuir de forma profunda, com o fato de que o potencial da libido não é restrita exclusivamente aos estímulos sexuais,  nem mesmo para se afirmar qualquer relacionamento íntimo, tendo o sexo como referencial sempre prioritário, porque a exigência do sexo tornou-se na sociedade, mais  um instrumento normativo para abuso de poder nas relações humanas, de forma sutil e condicionada.

E a assexualidade  pode empoderar os conhecimentos e o compartilhamento de vivências muito positivas e saudáveis,  relativos a todas as diversidades sexuais mais conhecidas fora do padrão normativo heterossexual, exatamente pelo fato de ter sido a mais responsável pela ampliação do conjunto de conceitos identitários, que se envolvem nos atributos dos fenômenos da expressão sexual humana, não mais  limitadas as dicotomias de *gêneros* / *sexualidades*, mas acrescentando os conceitos classificadores complementares, que são fundamentais para esclarecer os contrastes e as multiplas fomas de correlações entre alossexualidades e assexualidades, por meio das *identidades afetivas*.

[Alossexualidades, ou orientações alossexuais: (prefixo _allós_ do grego que se refere ao “outro”), que se trata das orientações das pessoas que sentem atração e desejo sexual de contato físico, por outra(s) pessoa(s)]

BANDEIRA PANSEXUAL

A bandeira do orgulho pansexual foi encontrada em vários sites desde meados de 2010. É semelhante à bandeira LGBT+, que é usada como um símbolo para a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. A bandeira do orgulho pansexual é usada para aumentar a visibilidade e o reconhecimento da comunidade pansexual e para distingui-la da bissexualidade. É usado para indicar que os pansexuais têm atrações sexuais e relacionamentos com pessoas de diferentes gêneros e sexualidades. A teoria da pansexualidade visa desafiar os preconceitos existentes, que podem causar julgamento, ostracismo e transtornos graves dentro da sociedade.

Em muitos países o termo QUEER também é usado como orientação afetivo sexual para representar pessoas que gostam de pessoas independentemente do gênero e orientação afetivo sexual.

A pansexualidade, onissexualidade ou omnissexualidade, é caracterizada pela atração sexual ou amorosa entre pessoas, independentemente do gênero ou identidade de gênero.
A palavra pansexual deriva do prefixo grego pan-, que significa “tudo” ou “todos”. Este “todos” inclui gêneros binários, pessoas trans e não-binários, como gênero queer e gênero fluido entre outros.

Algumas pessoas trans e intersexuais se descrevem como “pansexuais”, tendo uma percepção íntima que existem muitas gradações e possibilidades entre o masculino e o feminino. Contudo isto não deve ser visto como generalização, já que as pessoas trans podem se identificar como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais com base em sua identidade de gênero, e pessoas cisgênero podem também ser atraídas por indivíduos de qualquer faixa do espectro sexual ou da alosexualidade.

O dia internacional em que se celebra a pansexualidade é o dia 8 de Dezembro.

Em sua forma mais simples, pansexualidade denota o potencial de atração sexual por todos os sexos ou gêneros. Pessoas pansexuais podem sentir atração sexual por indivíduos que se identificam como homem ou mulher, assim como por pessoas que podem ser identificadas por outras identidades sexuais.

O prefixo pan – refere-se apenas aos gêneros e não a práticas sexuais. Portanto, pansexualidade não implica aceitação de todos os comportamentos sexuais, como as parafilias, por exemplo. A pansexualidade refere-se ao papel do gênero na atração sexual e não aos atos e comportamentos sexuais.

Bissexualidade é frequentemente utilizado como termo guarda-chuva que denota atração por pelo menos dois gêneros(os gêneros similares e os diferentes), dessa forma inclui todos os casos que não são de uma mono-sexualidade, outra uso comum é para referir a quem sente atração por apenas homens e mulheres, ambas os usos estão corretos. Tendo em vista o segundo uso a polissexualidade é utilizada como forma de escapar das definições binárias de gênero, sendo então a pansexualidade a atração por pessoas independente do gênero.

BANDEIRA ALIADES

A bandeira de ALIADES  ou “Straight Ally” nas cores preto-branca e um grande arco-íris colorido no forma da letra “A” para Aliados, Aliadas e Aliades. Fundada em 1973, (Parents, Families and Friends of Lesbians and Gays (PFLAG) os Pais, Famílias e Amigos de Lésbicas e Gays são a organização original, iniciada por Jeanne Manford, mãe do movimento “Straight Ally”. Com base nos Estados Unidos, o PFLAG une pais, famílias, amigos e aliados diretos com a comunidade LGBT+. Um aliado, aliada ou aliade, heterossexual ou/e cisgênero é uma pessoa que apóia direitos civis iguais, igualdade de gênero, movimentos sociais LGBTQIAP+ e desafia a homofobia, a bifobia e a transfobia. Um aliado acredita que as pessoas LGBT+ enfrentam discriminação e portanto, são socialmente e economicamente desfavorecides. Eles pretendem usar sua posição como indivíduos heterossexuais ou cisgêneros em uma sociedade focada na cisheteronormatividade para combater a homofobia, a bifobia e a transfobia.

CISHETERONORMATIVIDADE : Termo que conceitua a crença em uma norma – excludente – para identificar comportamentos em que a heterossexualidade e cisgeneridade são as únicas e corretas possibilidades de existência, ensejando a subalternização e punição de quaisquer outros tipos de corpos e existências. Alguns filhos e filhas de casais LGBT+ são aliados heteros, um dos aliados mais conhecidos notavelmente Zach Wahls, filho de duas lésbicas, expressa sua visão e a sua relação com a comunidade LGBT+: “Eu posso ser um homem hétero, e na minha cabeça, eu sou um membro da comunidade LGBT+ . Sei que a última coisa que alguém quer é adicionar outra letra à sigla, mas precisamos ter certeza de que, como um movimento, estamos criando um lugar para o que chamamos de “geração-queer” funcionar e fazer parte da comunidade. Porque mesmo que eu não seja gay, eu sei como é ser odiado por quem eu sou. E eu sei como é estar no armário, e como todos os outros membros da comunidade LGBTQIAP+ eu não tive escolha nisso. Eu nasci nesse movimento.

 

BANDEIRA GÊNERO NÃO-BINÁRIO

Pessoas não binárias têm sua própria bandeira do orgulho, criada em 2014 por Kye Rowan. Bandeira possui quatro faixas horizontais de igual tamanho, que possuem tais cores e significados:

  • Amarela: Estar fora do conceito binário de gênero;
  • Branca: Pessoas que são de muitos gêneros;
  • Roxa: Fluidez e multiplicidade das experiências de gênero, a unicidade e flexibilidade de pessoas não-binárias, assim como pessoas cujos gêneros são o feminino e o masculino, ou entre estes dois;
  • Preta: Ser agênero ou sem gênero.

Muitas pessoas que se identificam dentro do espectro ou guarda-chuva não binário, preferem usar pronomes de gênero neutro.

No Brasil o mais usado hoje em dia é o ILE. A neutralidade de gênero é o movimento para acabar com a discriminação de gênero completamente na sociedade por meio de linguagem neutra de gênero, o fim da segregação sexual e outros meios.

Não-binário de gênero: Termo equivalente no Brasil ao genderqueer. Segundo o Centro de Pesquisa em Equidade de Gênero da Universidade da Califórnia, refere-se à “pessoa cuja identidade de gênero não é nem homem nem mulher, está entre os gêneros  ou além, ou é uma combinação de gêneros. Essa identidade é geralmente uma reação à construção social do gênero, aos estereótipos de gênero e ao sistema binário de gênero. Algumas pessoas não binárias se colocam sob o guarda-chuva dos transgêneros, enquanto outras não”. Algumas pessoas não-binárias podem se identificar como: gênero fluido, gênero neutro, bigênero, genderless.

Binarismo de gênero: Ideia de que só existe macho|fêmea, masculino|feminino, homem|mulher e é considerado limitante para as pessoas não-binárias.

 

BANDEIRA DEMISEXUAL

A bandeira demisexual tem um triângulo preto saindo do lado esquerdo, uma linha branca espessa na parte superior, uma linha grossa cinza na parte inferior e uma fina faixa roxa no meio.

Uma sexualidade que muitas vezes é negligenciada ou mal entendida é a demisexualidade.

As pessoas demissexuais não sentem atração sexual sem uma conexão emocional profunda.

Não, eles não são apenas seletivos sobre com quem eles escolhem fazer sexo; os demi-sexuais não têm, literalmente, atração sexual por ninguém, nem escolha, até formarem um vínculo emocional. É por isso que eles freqüentemente se alinham com a assexualidade (não sentem nenhuma atração sexual).

Na verdade, a bandeira do orgulho demisexual foi projetada usando as cores da bandeira assexual, mas organizando-as para se distinguirem.

O que as cores significam:

As cores nas bandeiras representam diferentes aspectos das comunidades, três sobrepostas e uma exibindo uma importante distinção.

Tem preto como símbolo de assexualidade e roxo para comunidade. O cinza representa “Gray-Ace” e a demisexualidade em ambas as bandeiras também.

O significado do branco difere, pois representa a sexualidade na bandeira demisual e “parceiros não-assexuais e aliados” na bandeira assexual.

 

BANDEIRA POLISSEXUAL

Rosa e Azul representam atração por gêneros “tradicionais” e Verde representa os vários gêneros e as pessoas de gênero fluído ou não binárias. Polisexualidade é uma ORIENTAÇÃO AFETIVO-SEXUAL. É a atração para mais de um gênero ou identidades de gênero.

*** Orientação afetivo-sexual: Inclinação involuntária de cada pessoa em sentir atração sexual, afetiva, emocional por indivíduos do mesmo gênero, de gênero diferente ou de mais de um gênero. Deve ser usado no lugar da expressão “opção sexual” ou “identidade sexual” que são consideradas incorretas, uma vez que estamos falando de desejo, e que não há uma escolha pela forma como o desejo é expressado. Algumas orientações afetivo-sexuais são monosexuais. POLI é o oposto de MONO.

As MONOSSEXUALIDADES mais conhecidas são: Heterossexualidade e Homosexualidade; gays e lésbicas. Polysexuals preferem esse termo do termo bissexual, o que sugere apenas dois gêneros ou atração para apenas dois. Também é importante dizer que nem todas pessoas que se declaram como bissexuais se limitam a sua atração para apenas dois gêneros ou somente  sentem atração por mulheres e homens cisgêneros. No entanto, é possível argumentar que a bissexualidade, na verdade, não impõe uma dicotomia de gênero.

*** Cisgênero: Pessoa que se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento.

O Polissexuais incluem a possibilidade de atração por mais de três ou mais gêneros e classificariam como alguém “poli” atraído por dois ou mais gêneros, enquanto pan significaria todos os gêneros.

 

BANDEIRA COURO

A Leather Pride Flag é um símbolo usado pela subcultura de couro desde os anos 90. Ele foi projetado por Tony DeBlase em 1989 e foi rapidamente adotado pela comunidade gay Leather. Desde então, tornou-se associado ao Couro em geral e também a grupos relacionados.

A bandeira é composta por nove faixas horizontais de larguras iguais. De cima e de baixo, as listras alternam entre o preto e o azul royal. A faixa central é branca. No quadrante superior esquerdo da bandeira há um grande coração vermelho.

O coração vermelho é para o amor.

Preto: a cor dos seguidores de S / M; azul: para os seguidores do jeans fetiche; branco: solidariedade com os novatos da cena S / M; o coração: S / M não tem nada a ver com violência crua, mas é praticado com respeito mútuo, consentimento e compreensão.

Em junho de 1989, a bandeira foi usada pelo contingente de couro na famosa parada do orgulho LGBT+ de Portland, Oregon, nos Estados Unidos, essa foi sua primeira aparição em uma parada do orgulho LGBT+.

Embora a bandeira seja muito comum na comunidade de couro gay, ela não é um símbolo exclusivamente gay e representa toda a comunidade de couro.

Além disso, enquanto projetado como um símbolo para a subcultura de couro, também é amplamente usado dentro da subcultura BDSM (escravidão e disciplina, dominância e submissão, sadomasoquismo).

 

BANDEIRA GÊNERO FLUIDO

Pessoas não binárias têm sua própria bandeira do orgulho, criada em 2014.

Lavender representa androginia ou simplesmente queerness (em português estranheza), branco representa identidade de agender e verde representa aqueles cujas identidades são definidas fora do binário.

Muitas bandeiras foram usadas na comunidade não binária para representar várias identidades. …

Não-binariedade de gênero, ou gênero não binário e gênero-queer (genderqueer),

São identidade não binária é uma “termo guarda-chuva” (que abarca várias identidades diferentes .Academically, a não-binariedade pode ser comedida agrupada à inconformidade de gênero. [4] Pessoas não binárias podem ter variadas identidades de género, entre as quais:

Genderfluid / Genderflexible Flag. Abrangendo as flutuações e a flexibilidade de gênero em pessoas com fluidez de gênero, a bandeira apresenta cores associadas à feminilidade, à masculinidade e a tudo o que existe entre elas. O rosa significa feminilidade. O branco representa a falta de gênero.

O nome “genderfluid” aplica-se às pessoas com uma identidade de gênero flexível e flutuante. Não se identificando como estritamente masculinos ou femininos, são considerados um subgrupo de pessoas genderqueer, ainda são considerados distintivos o suficiente para ter uma bandeira própria. A bandeira do orgulho genderfluid tem cinco listras horizontais. Suas cores e significados, começando do topo, são os seguintes:

   – rosa: representa feminilidade;
   – branco: representa a falta de gênero;
   – roxo: representa uma combinação de masculinidade e feminilidade;
   – preto: representa todas as outras identidades de gênero distintas da feminilidade rigorosa ou masculinidade;
   – azul: representa masculinidade.

A neutralidade de gênero é o movimento para acabar com a discriminação de gênero completamente na sociedade por meio de linguagem neutra de gênero, o fim da segregação sexual e outros meios.

 

BANDEIRA POLIAMOR

A bandeira do orgulho polyamory, desenhada por Jim Evans em 1995, tem faixas de azul, vermelho e preto.

O significado das cores: azul representa a abertura e honestidade entre todos os parceiros com os quais as pessoas que são poliamorosas conduzem seus múltiplos relacionamentos, vermelho, representa amor e paixão, e preto representa solidariedade com aqueles que, embora sejam abertos e honestos com todos os participantes de seus relacionamentos, deve esconder esses relacionamentos do mundo exterior devido a pressões sociais.

O poliamor  tornou-se um termo genérico para várias formas de relacionamentos não-monogâmicos, de múltiplos parceiros, ou relacionamentos sexuais ou românticos não-exclusivos. Seu uso reflete as escolhas e filosofias dos indivíduos envolvidos, mas com temas ou valores recorrentes, como amor, intimidade, honestidade, integridade, igualdade, comunicação e comprometimento.

Poliamor (do grego πολύ poly, “muitos, vários” e latim amor, “amor”) é a prática ou o desejo de relacionamentos com mais de um parceiro, com o consentimento de todos os parceiros envolvidos. Tem sido descrito como “não-monogâmico consensual, ético e responsável”. Pessoas que se identificam como poliamorosas acreditam em um relacionamento aberto com uma administração consciente do ciúme; eles rejeitam a visão de que a exclusividade sexual e relacional é necessária para relacionamentos amorosos profundos, comprometidos e de longo prazo.

 

BANDEIRA DE ARROMANTICIDADE

Essa bandeira de *Arromanticidade* é mais conhecida e validada para o conceito de *afetividade*,  que pode ser intrínseca para as orientações *assexuais* e as orientações *alossexuais*.

Há uma certa variedade dessa afetividade e *graus de intensidade* na expressão dessa afetividade, que se diferenciam apenas nas características das circunstâncias comuns das relações humanas. É um tipo de afetividade bastante estigmatizada pelo senso comum que atribui a isso como sendo uma característica de  “frieza” ou “indiferença”, mas essas noções estão equivocadas.

A arromanticidade trata-se apenas de uma característica,  ou qualidade afetiva que não é condicionada ao romantismo/romanticidade. Isso significa que essa característica não torna a arromanticidade “fria” ou “indiferente”, mas tão somente não permeada das condicionantes das  romanticidades.

Ainda sim, a arromanticidade *não interfere* na *aderência* de vínculos ou intimidade com outros afregados afetivos comuns a qualquer afeto de amor e carinho  humano.

Arromanticidade é portanto, *diferente* de antipatia, egoísmo, individualismo narcisista, indiferença, e friezas dos agregados  emocionais e mentais.

Uma pessoa de afeto arromântico, seja assexual ou alossexual, *pode ter até uma facilidade para ser mais compassiva e incondicional no amor* do que qualquer outra condição afetiva romântica, geralmente mais seletiva e apegada.

A arromanticidade, na assexualidade , *nada tem a ver com celibato.*

Uma pessoa *assexual arromântica* íntegra,  vive *naturalmente* e *sem qualquer desconforto* diante da *ausência da necessidade do ato sexual*, porque a libido dessa pessoa não é sexual, mas de outros tipos mentais (outra malha de conexões neuronais),  que acionam os mecanismos do funcionamento orgásmicos, por meio do conjunto de outros estímulos supranormais, de outras ordens.

Texto: Arunã Siqueira Torres – transgênero masculino e assexual arromântico.
*Bônus Hit 1.*

Lembre-se, que não existe só libido sexual.
*Bônus Hit 2.*

Todas as libidos são efeitos de estímulos estruturados na programação mental.

BANDEIRA URSO

A bandeira internacional da irmandade do urso foi projetada em 1995 por Craig Byrnes.

Bear é uma gíria gay afetuosa para aqueles que vivem nas comunidades de ursos, uma subcultura na comunidade gay e um subconjunto emergente da comunidade LGBT+ com seus próprios eventos, códigos e identidade específica da cultura.

Ursos tendem a ter corpos peludos e pêlos faciais; alguns são pesados; alguns projetam uma imagem da masculinidade da classe trabalhadora em sua aparência, embora nenhum desses códigos sejam um requisito ou um indicador único. O conceito de urso pode funcionar como uma identidade, uma afiliação e um ideal para se viver. Há um debate em andamento nas comunidades de ursos sobre o que constitui um urso. Alguns afirmam que a auto-identificação como um urso é o único requisito, enquanto outros argumentam que os ursos devem ter certas características físicas, como um peito e rosto cabeludo, um corpo grande ou um certo modo de vestir-se e comportar.

Os ursos são quase sempre homens gays ou bissexuais; e homens transgêneros (independentemente de sua orientação afetivo sexual) e aqueles que evitam rótulos de gênero e sexualidade estão cada vez mais incluídos nas comunidades de ursos. A comunidade de ursos se espalhou por todo o mundo, com clubes de ursos em muitos países. Os clubes de ursos muitas vezes servem como redes sociais e sexuais para homens gays e bissexuais mais velhos, mais peludos, às vezes mais pesados, e os membros freqüentemente contribuem para suas comunidades gays locais por meio de captação de recursos e outras funções. Eventos do Bear são comuns em comunidades fortemente gay.