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Onde existir o ódio contra os LGBTQs, nós vamos estar presentes.

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais.

A Chechênia criou campos de concentração para LGBTQs.

Honduras persegue e mata militantes da causa.

A homossexualidade ainda é crime em 73 países, às vezes punido com morte.

A violência homofóbica e transfóbica assume várias formas em todo o mundo. Agora, temos uma ferramenta poderosa para combatê-la. Hoje, 17 de maio, dia internacional de combate à homofobia, queremos dar início a uma cooperação mundial pelos direitos LGBTQIA.

O SSEX BBOX criou a campanha #kiss4lgbtqrights para inundar as redes sociais com demonstrações de amor e diversidade onde antes só existia o ódio. A ideia é simples: tirar uma foto beijando quem você quiser, taguear a imagem no local do protesto e postar no instagram com a nossa hashtag.

A primeira ação aconteceu no Kremlin, na Rússia, país que proíbe manifestações LGBTQs em público. Com a ajuda de ativistxs e aliadxs, chegou a mais de 50 milhões de pessoas e gerou mais de 5.000 fotos de beijos. Agora, vamos replicar o movimento no Brasil, em Salvador, e em Honduras.

Mas isso é só o começo. Nessa página você encontra todo o conteúdo que precisa para começar o seu próprio protesto onde quiser. Use, compartilhe, participe e beije pelos direitos LGBTQIA.

Esse movimento é tão seu quanto nosso.

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O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo. A Chechênia criou um campo de concentração para LGBTQs; na Rússia a parada LGBT foi proibida pelos próximos 100 anos e a pena é de 5 anos de prisão para qualquer manifestação, é contra a lei a “propaganda de relações sexuais não tradicionais”. Honduras vem perseguindo e matando militantes LGBT; o conservadorismo cresce na França e por toda a Europa; direitos das pessoas trans são suprimidos nos EUA, sob Governo conservador – país que foi palco do maior tiroteio na história dos EUA, que visou uma boate gay em Orlando, na Flórida. Em diversos países do continente africano a homossexualidade é considerada crime, em 3 deles é punida com morte.

A violência homofóbica e transfóbica ocorre em todas as regiões do mundo e varia desde o assédio agressivo à agressão física e assassinato – incluindo, até mesmo práticas perversas como o ” estupro corretivo”, em que homens violam mulheres consideradas lésbicas sob o pretexto de curar sua homossexualidade.

A LGBTQIAfobia está em todos os lugares, tem crescido no mundo e é preciso que todos nos engajemos. Neste ano, criamos a campanha #Kiss4LGBTQrights para que inundássemos as redes sociais com demonstrações de amor e de diversidade em nome da livre orientação sexual na Rússia, não podemos aceitar as sanções aos direitos da comunidade LGBTQIA que lá ocorre: é preciso que nos posicionemos e que mostremos ao mundo nosso amor, nossa diversidade e nossas forma de existir que, sabemos, não é criminosa.

Em todos os lugares do mundo há milhares de pessoas LGBTQIA que precisam do nosso apoio, precisam ver que podem viver a vida com plenitude e liberdade, que assumir-se e externalizar sua identidade e amor é possível.

Vamos beijar pela diversidade? Vamos beijar pelos direitos LGBTQIA?

Esta semana comemoramos o dia 17 de maio, Dia Internacional de Combate à Homofobia, data em que a OMS retirou o termo “homossexualismo” do CID e declarou que a homossexualidade não constitui doença e nem distúrbio. Entretanto, muitos países seguem não aceitando a homossexualidade e a transexualidade prossegue sendo considerada sob o viés patológico.

Os diversos movimentos LGBTQIA ao redor do mundo têm resistido, entretanto, é preciso que nos engajemos também no campo do simbólico, da performance. Precisamos avançar e participar. Por isso, convidamos todes, todas e todos para essa campanha. Que compartilhem, postem, usem a #kiss4LGBTQrights, se engajem. Milhares de pessoas ao redor do mundo precisam de nós!

No dia 17 de maio, queremos marcar com essa campanha o início de uma cooperação mundial por uma causa e por mobilização dentro da comunidade de ativistas LGBTQIA.

Criamos a plataforma de manifestação digital como se fosse um “OPEN SOURCE” código aberto, para que possa ser replicada pela e para a comunidade de usuários LGBTQIA de todo o mundo!

#kiss4LGBTQrights voltada para a colaboração entre LGBTQIA do mundo todo.

Nós do [SSEX BBOX] apoiamos a cura e a liderança de pessoas afetadas por abusos e mobilizamos nossas comunidades mais amplas em vários países, com solidariedade, apoio e manifestações de amor e diversidade.

Isto se opõe ao comportamento padrão de criadores de campanhas, que costumam não liberar seus produtos para que não sejam alterados ou copiados sem autorização. O Código Aberto, por outro lado, conta com a ajuda de terceiros para evoluir e resolver problemas. É uma forma de democratizar as possibilidades de gestão de conflitos, participação e engajamento. O foco, em um projeto de código aberto, está na disseminação das ideias e não em sua posse.

O potencial de uma comunidade LGBTQIA Global para transformar a violência e a opressão pode ter impactos que nos ainda nem imaginamos! Como parte de algo maior, os movimentos por justiça social trabalham para criar comunidades e um dia termos cidades e países verdadeiramente seguros onde todas, todes e todos possam existir e prosperar sem que suas diversidades seja alvo de violência. É preciso que nos engajemos e que sejamos capazes de vislumbrar um novo mundo, construído através da nossa união e de uma cultura de paz.

Texto por Helena Vieira
Helena é travesti, transfeminista, pesquisadora de Teoria Queer, É curadora do site do [SSEX BBOX] e colunista do Brasil Post e também de ‘Os Entendidos’, blog parceiro da Revista Fórum.

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